domingo, 16 de novembro de 2008

Slow down, crazy child

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Certo dia, me peguei num conflito interno. Desses que a gente fica remoendo por dias e dias, sem chegar a conclusão alguma, muito menos à resolução concreta das coisas. Desses que deixam a gente angustiada, sem saber de onde vem essa sensação de "não tá legal". Pior, me peguei agindo de modo contraditório, com atitudes que eu não sabia dizer se eram aceitáveis ou nada a ver. Me peguei assim, e não sabia como me consertar. Nem se havia mesmo algo a ser consertado em mim.


Meu conflito não é de origem moral, ética, nem afeta negativamente as pessoas á minha volta. Não, por esses eu já passei. O conflito atual é mais existencial, entre a criança que sempre existiu em mim, a adolescente que fazia a festa aqui dentro e a adulta que chegou há pouco tempo, e está querendo botar ordem na casa. Não que eu queira expulsar alguma delas, mas me diz, quando uma parece querer prevalecer sobre a outra, o que fazer?


Sinceramente, pensei muito, mas não achei resposta pra essa pergunta. Então, decidi parar de pensar. Deixa que o tempo vai me ensinar, e o que tiver de ser, será...como sempre foi :)

Billy Joel, Vienna



desejem-me boa sorte nos vestibulares!

beeijos

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ordinary Days

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Não vou ficar ma justificando. O blog foi mesmo deixado de lado por mim nesse atribulado, conturbado e enlouquecedor mês de setembro. Sério, minha vida passou por um verdadeiro estado de sítio. No meio desse colapso, pensei em alguns temas pra escrever aqui, mas não tive ânimo nem inspiração pra tirar as idéias da cabeça e colocá-las nessa página. Ainda estou meio enferrujada, saindo desse caos, por isso o post de hoje será bem leve e superficial. E acho que eu acabei fazendo uma justificativa muito grande né... ;P

como eu estou a fim de relaxar bem essa semana, vi um meme em um blog há muuito tempo, e acho que hoje é um bom dia pra postá-lo aqui!(é, acho que não relacionei bem as idéias, hausuasua) O objetivo é completar as perguntas com trechos ou nomes de músicas, pelo que eu entendi. então, lá vai:


1* Descreva-se: a última romântica (Lulu Santos) /I'm like a bird (Nelly Furtado) /"she has diamonds on the inside" (Ben Harper)
2* O que as pessoas acham de você: "she's pure as NY snow"(Bette Davis Eyes, Leighton Meester)/Princesa (Ludov) / Headstrong (Ashley Tisdale)
3* Descreva sua última relação: I learned from you (Miley Cyrus)
4* Descreva a atual relação: I still haven't found what I'm looking for (U2)
5* Onde queria estar agora: Acima do sol (Skank)/Island in the Sun (Weezer)
6* O que você pensa sobre o amor: Love is a Battlefield (Pat Benatar)
7* Como é sua vida: Ironic (Alanis Morissete) /Alegria, Alegria (Caetano Veloso) / Construção (Chico Buarque)
8* Se tivesse direito a apenas um desejo: Revolution (Beatles)"/você me abre seus braços e a gente faz um país!"(Marina Lima)
9* Uma frase sábia: "You know that when the truth is told, you can get what you want or you can just get old" (Vienna, Billy Joel)
10* Uma frase para os próximos: "Nada brilha mais que a vibe da sua alma." (Hidropônica, ForFun)

hahahah, muito legal ver que as músicas que você gosta dizem muito sobre você!
aliás, falando sobre boa música, minha opinião é: boa música é a que toca no coração, seja pela letra, pela batida, pela melodia, pelo que for!


aaah, tenho uma novidade! sabem a revista americana CosmoGirl! ? A partir da agora, esta que vos fala é a mais nova correspondente internacional da revista! Por meio desse projeto, que seleciona meninas estrangeiras que tenham interesse na área de jornalismo, moda, entretenimento e afins, vou poder fazer coisas do tipo conversar com os editores, dar idéias para as matérias, opinar nas reportagens antes de serem publicadas e escrever pro site sobre coisas legais que acontecem onde eu moro! Mais um presente na minha vida, uma maravilhosa notícia que chegou num dia muito³ estressante, e que hoje eu divido com vocês! :)


é isso então gente. prometo que o mais cedo possível, volto com um post mais decente!
beeijos :*
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sábado, 13 de setembro de 2008

Say it loud: I'm Brazilian and I'm proud!

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Se eu fosse alguém que gosta de clichês, começaria o texto com as oposições clássicas: all star X havaianas, mc donalds X feijoada, my name is earl X meu nome não é johny. Se eu adorasse chavões, viria com um papo de valorizar a boa cultura brasileira e etc, ou de que cultura boa está no estrangeiro, e etc. Eu não gosto de clichês, nem de chavões, mas fiz uso deles no texto. Acho que, de vez em quando, não há como escapar, assim como ter que fazer escolhas na vida. Mas acho também que, de vez em quando, podemos fazer múltiplas escolhas, sem deixar de ter opinião.

Sim, porque o 'american way of life' está mesmo bem presente na realidade não só do Brasil, mas de todos os países que não tem um patriotismo forte. Mas a essência nacional ainda ocupa um lugar maior em nossas vidas. Quer um exemplo? Quando você viajar pro exterior, provavelmente terá orgulho de dizer a todos que é brasileiro, e, se você não for viajante ilegal, todos te tratarão muito bem, pois brasileiro tem fama de gente boa. E depois de um tempo fora, provavelmente você estará louco de saudade do arroz com feijão, do futebol, das novelas, das piadas de português, das músicas típicas(e bizarras) e de todo 'brazilian way of life'. Pode crer.


Isso só acontece porque ainda há pessoas aqui que conseguem enxergar o quanto é bom ser natural de um país tão abençoado quanto o nosso, e em vez de ficar reclamando do quanto atrasados tecnologicamente e musicalmente nós supostamente somos, ou de como a qualidade das nossas produções culturais e das nossas vidas é inferior à dos países ricos, fazem alguma coisa efetiva pelo país que vivem. Não é errado ficar mais empolgado com o show da Madonna do que da banda calypso. Errado é ser antipatriota, e passar uma imagem de idiota pro mundo inteiro. E de vergonha pros brasileiros.


Talvez, toda esa postura seja hipócrita. Se eu parar pra pensar, a maioria das minhas preferências clássicas são por itens americanos. O imperialismo e a falta de patriotismo incutidas na nossa sociedade muitas vezes nos deixam sem saída, e nossos gostos se moldam a esses modelos de boa publicidade(e qualidade também, seria injusto negar). Mas, uma coisa é certa: valorizar a nossa cultura é uma necessidade, se quisermos ser um país melhor. Isso não significa desprezar a cultura do resto do mundo, o que seria uma tremenda ignorância. Eu não vejo problema nenhum em sair na rua com uma camisa verde e amarela, e um all star. Porque o Brasil, como sempre, estará no peito. Mais perto do coração do que qualquer outro lugar do planeta!


PS: leiam esse texto: http://passarinhandoporahi.blogspot.com/2007/05/you-know-youre-brazilian-when.html. é em inglês, mas é super brasileiro ;]


PS 2: essa sexta, tive o prazer de comparecer a um talk show com o Marcelo Tas, do CQC e de tantos outros trabalhos legais. Sem dúvida, experiência muitoo enriquecedora! E ele ainda perguntou se havia na platéia alguma candidata a ser uma mulher de preto do CQC! Imaginem se a minha mão não foi a primeira a se levantar né, hahah :D

PS 3: queria agradecer muitoo as meninas que lembraram de mim no blog delas essas semanas, a Amanda e a Tailany ! desculpa a demora pra responder meninas, mas muito obrigada mesmo, vocês são umas fofas! (e amanda, posso responder o meme no próximo post?huasuasua, esse já ficou meio grande, deu pra perceber né!) :D






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terça-feira, 26 de agosto de 2008

A sinceridade cobra mais barato!

Partilhar Lembra aquela vez que o gatinho da balada disse que tinha te adorado, que ia te ligar, cujo telefonema você espera até hoje? É, sinto te informar, mas ele mentiu pra você. E quando a menina que aparentava ser super amiga sua, revela ser de uma falsidade incrível? Mentirosaaa, da pior espécie. Mas e naquela situação que você falou para os seus pais que ia estudar, mas foi mesmo é pro shopping matar aula? Você se considera no mesmo nível que o gatinho da balada e a amiga falsa? Ou pra você, uma mentirinha boba não faz mal a ninguém?


A mentira tem várias características bem marcantes: tem pernas curtas(mas que podem alcançar dimensões gigantes), tem má fama e tantos adeptos que o mercado de mentirosos está até saturado. Aliás, atualmente os métodos de identificação de mentirosos são bem avançados, até porque eles quase sempre se dividem em dois grupos: os dos bobos que se fazem de espertos e o dos espertos que se fazem de bobos. Mesmo tão manjada, tão velha, a mentira não sai de moda. E o porquê disso é muito simples: a mentira atrai tanto por ser sempre a solução mais fácil para os problemas. Mas no impulso de mentir, as pessoas esquecem que mais fácil nem sempre é sinônimo de melhor!


Pense nas vezes em que te falaram coisas duras, porém verdadeiras. Ou nas vezes em que, por mais difícil que tenha sido, você enfrentou o medo da bronca ou da desaprovação e contou a verdade. O alívio não foi muito maior? Apesar de toda a facilidade que a mentira oferece, é sempre(sempre!) melhor sofrer um pouquinho e ser sincero, pois a longo prazo, a mentira vai cobrar todas as suas supostas vantagens. E em questão de economia, a sinceridade sempre cobra mais barato! hahah ;D


É claro que uma omissãozinha aqui, uma desculpinha ali, serão sem importância nenhuma daqui a pouco. Mas o que você consegue com elas é esquecido rapidamente também, por isso não podemos comparar as situações, cada mentira tem um grau. Já a verdade, mesmo que pequena, sempre traz mais reconhecimento e maturidade. Enfim, acho que eu já defendi bem a honestidade por aqui. Ah, só mais uma coisa: a mentira pesa muitoooo na consciência. E no mundo tão denso em que vivemos, quem tá a fim de carregar mais peso?!






PS: esse texto foi escrito um pouco às 11:45, na aula de química, e outro pouco às 15:30, na aula de física, pois a autora encontra-se extremamente sem tempo. E demorou ainda mais pra escrever essa pauta pro Blorkutando por querer fugir de moralismos e por se considerar sincera. demais.


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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Você é linda, garota, muito linda!

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Marina, 15 anos, detesta seus cabelos. Carla, 18 anos, odeia o fato de seus seios não mostrarem aqueele volume nas roupas. Letícia, 17 anos, não usa saias por ter vergonha de exibir suas pernas fininhas. Julia, 16 anos, esconde o sorriso com as mãos. E pensar que elas dão tanto valor ao que, no fundo, é apenas a casca que cobre toda uma personalidade e uma história de vida. Quase sempre lindas e sempre únicas.

Que atire a primeira pedra a garota que nunca brigou com o espelho. Aliás, não atire a primeira pedra não; atire o primeiro gloss, o primeiro delineador, o primeiro sutiã com enchimento. A importância da imagem no mundo atual é por vezes tão grande, que correr o risco de parecer feia aos olhos dos outros pode significar suicídio social.

E sabe que essa não seria uma má idéia? Porque alguém me explica qual é a vantagem de viver numa sociedade competitiva até(e principalmente) na vaidade, que muitas vezes se preocupa mais em botar os outros pra baixo do que melhorar a si mesmo, ou que quando olha pro próprio umbigo, esquece que há um mundo inteiro ao redor merecendo o mesmo respeito e o mesmo direito de ter boa auto-estima? Na minha concepção de uma sociedade agradável de se viver, todos deveriam ter, em sua essência, o orgulho de ser como é, e a delícia de se sentir bem consigo mesmo.

Mas infelizmente, as coisas não funcionam tão facilmente assim. Há duas (árduas) soluções: mudar pra Marte, onde, se existir vida, há grandes chances de os ETs não terem todo o sex appeal dos terráqueos, oou, fazer um esforcinho pra mudar a consciência, nossa, e de meninas como as citadas na introdução. Porque a Marina pode ter cabelo duro, mas um coração super mole; a Carla pode não ter seios fartos, mas um instinto maternal maravilhoso; a Letícia pode ter pernas finas, mas uma determinação que a levará longe; e a Julia, pode não ter o sorriso mais perfeito, mas uma alegria contagiante. Essas são as grandes virtudes que elas possuem, e que devem ser realmente valorizadas. E são por essas qualidades que elas devem ouvir de todos: você é linda, garota, muito linda!

Texto inspirado no vídeo True Colors , campanha da Dove pela auto-estima e verdadeira beleza.Pauta para o Blorkutando :].



PS 1: as meninas do texto são histórias reais, mas os nomes foram trocados pra preservação das identidades(sempre quis falar isso, huashuas =P)

PS 2: desculpeeem a demora pra postar! eu estava(pra variar) sem inspiração e sem muito tempo =P

PS 3: sábado eu fui na Bienal do Livro, aqui em SP. Foi muuuuuito bom! Vi pessoas meega legaais, e tive meu livro autografado pelo Antonio Prata(o título desse texto é inspirado no título de uma das melhores crônicas dele)! Eu tinha que dividir isso com vocês, hausuasuas Nessa foto, Antonio, eu e Lili Prata *_____*(leia-se inspirações e aspirações ;D)
para ver mais, clique aqui!





beeijos
you're beautiful like a raibow!
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Orgulho tímido!

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Imaginem a cena: a menina entra no prédio, se escondendo atrás de seus pais, torcendo pra que o elevador esteja vazio, para que ela não precise falar com ninguém. Essa sou eu aos 3 anos. Agora, imaginem essa mesma menina, querendo muuito ir na vendinha do outro lado da rua comprar um chocolate, mas impossibilitada pela sua vergonha, sabe-se lá de que. Essa sou eu aos 10 anos. Só pra acabar, imagine ainda essa menina querendo muito falar com alguém, mas com vergonha de um estranho atender o telefone. Essa sou eu até hoje. Mas não me sinto uma pecadora, ou estranha, tampouco infeliz. Só sinto que essa é, sem dúvida, uma marca registrada minha. E não necessariamente, indica algo bom ou ruim, apenas algo típico meu.
Não sou hipócrita ao ponto de dizer que amo ser tímida. Tantas, mas taaaaantas mesmo foram as vezes que a minha timidez me impediu de fazer coisas banais. É como um bloqueio interno bem forte, que pode te fazer perder oportunidades, coisas legais da vida, e tempo. Muuuito tempo. Mas sorte das tímidas é que esse é um ponto facilmente modificável; basta um pouco de vontade, um pouco de ajuda de terceiros e muuita coragem, e você consegue mostrar que mais forte que esse bloqueio interno é você e as suas vontades!


Mas, já parou pra pensar que a timidez tem vantagens beem consideráveis também? Se não é doentia, a pessoa tímida seeempre tem seu charme! Porque você pode até pensar que não, mas aquela menina que fica quietinha, só observando, ou aquela que fica vermelha com toda e qualquer menção a ela acaba sempre atraindo olhares interessados, curiosos, ou até encantados ;D


Olhando pra aquela menininha que eu era aos 3, 10 e até hoje, eu vejo quanto medo e dificuldade eu passei por causa dessa minha timidez! Porém, hoje conservo dois pequenos orgulhos dentro de mim: o de conseguir passar por cima desse sentimento que me travava e me empacava, e saber que sou capaz de fazer tudo(ou quase tudo) que um extrovertido faz, e o de saber valorizar e aceitar esse traço tão típico meu. Se timidez é qualidade ou defeito, não sei dizer. Prefiro considerar apenas como mais uma característica, beem marcante. As minhas bochechas vermelhas que o digam! ;P
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terça-feira, 29 de julho de 2008

Enlou-cresça

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(...)se você não descobriu que o amor é alegre e vive pesando 200Kg de grilos e de medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.(..)

Enlou-cresça


Ter ou não ter namorado, é uma questão - Carlos Drummond de Andrade
texto que eu li hoje na minha aula de redação. cortei as partes que considerei injustas para com os que não tem namorado, hahah. mesmo assim, achei que esse trecho tinha muito a ver com o blog e comigo. resolvi compartilha-lo com vocês :)


beeijos :*
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domingo, 20 de julho de 2008

debaixo de sete chaves, dentro do coração...

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Compatibilidade. Cumplicidade.Afinidade. Confiança. Carinho. Boa vontade. Delicadeza. Humildade. Prestatividade. Generosidade. Lealdade. Segredinhos. Micos. Consolos. Conselhos. Desaconselhos. Aprendizado. Desabafos. Abrir mão de vez em quando. Preferência. Ciúme. Força. Superação. Preciosidade. Intensidade. Tempo. União. Afeição. Apoio.Grude. Diferenças. Dedicação. Benevolência. Sinceridade. Curtição. Noites sem dormir. Ajudar. Atrapalhar.Conversas. Looongas conversas. Risadas. Gargalhadas. Compartilhar momentos. Fazer esses momentos especiais. Crescimento. Companheiriso. Amor i-n-c-o-n-d-i-c-i-o-n-a-l.



Aos meus amigos, apenas obrigada. Pessoais ou virtuais, certos ou incertos, próximos ou distantes, do presente ou do passado, não importa muito. A vocês, pertencem algumas das minhas melhores lembranças, melhores histórias, melhores sentimentos, melhores sorrisos, e do meu coração, uma enorme porção ;]


dia 20 de julho, dia do amigo ♥
(era impossível esse texto não ficar tosco ou clichê)
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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Maktub

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Tá, eu confesso: leio meu horóscopo todos os dias. Sei meu ascendente, meu signo lunar, já fiz mapa astral. Sei meu signo chinês, cigano, e outros tantos. Consulto ou consultaria com muita curiosidade outros oráculos, como numerologia, tarô, biscoitinho chinês e borra de café. Mas mesmo assim, ainda me acho um pouco relutante quando me perguntam se eu acredito em destino.
Destino é uma palavra meio limitada, no seu valor semântico. Por que acreditar que nosso caminho está escrito por mãos superioras, se dizem que essas mesmas mãos nos deram o livre arbítrio? Me parece um jeito um tanto cômodo de aceitar as coisas que acontecem na vida, já que foram todas destinadas a você mesmo.
Pra quem não gosta de se sentir acomodado, uma alternativa é acreditar no Karma. Tudo o que você fizer volta para você, etc. Nem que seja em outras encarnações. Mas não é um tanto injusto pagar em outra vida, a dívida que você fez nesta? Eu infelizmente, não tenho paciência para esperar mais 5 encarnações para receber a recompensa pelo bem que pratico hoje.
Uma opção mais imediatista é a Sincronicidade. Acreditar que tudo o que acontece tem uma ligação e que a vida nos manda sinais a todo momento, pode ser ótimo pra quem vive na ansiedade sempre querer saber o que se passará. Mas e se a sua intuição para perceber esses sinais for intensamente fraca? Sua paranóia com relação a isso corre um grande risco de ser enlouquecedora.
Paranóia mesmo é ficar matutando esse negócio de destino, karma, sicronicidade. Não proponho ceticismo a ninguém, só aconselho que todos vivam um dia de cada vez, se preocupando apenas com o que é importante no presente momento. Mas leia seu horóscopo de vez em quando. Vai que um dia ele acerta ;]



PS: a autora viu um incrível quase-acidente de carro ontem. precisou escrever sobre isso e dividir a paranóia dela com vocês.
e Maktub, do título, significa "estava escrito", ou algo assim.
Aah, e eu não podia terminar esse post sem deixar de falar do Blog da Galera, o blog que nós da Galera Capricho ganhamos ! Lá, todo dia estaremos atualizando, com o que nós ouvimos, assistimos, usamos, curtimos e pensamos. Não deixe de fazer uma visita! :D
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sábado, 5 de julho de 2008

a girl just having fun !

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boom, mais uma vez, estive totalmente ausente desse blog. eu poderia falar das provas, do apagão da internet, das milhões de coisas pra pensar, mas o maior motivo de eu não escrever aqui foi falta de inspiração mesmo. aliás, se alguém puder me deixar alguma sugestão do que escrever aqui, seria de muita utilidade ;]

Acabei de assistir um dos meus filmes preferidos, De Repente 30. É um dos meus filmes preferidos por alguns motivos. Primeiro porque é comédia romântica. Segundo porque a protagonista é editora de uma revista feminina(sonho). Terceiro porque toca num ponto muito legal, sobre querer voltar no tempo. Ter uma máquina do tempo à disposição, ou poder andar na velocidade da luz, pra voltar pro passado e consertar tudo o que se quebrou poderia ser muito bom. Poderia mesmo? Acho que não. Porque quando nossos problemas e pendências são resolvidos de uma forma tão banal assim, corremos o grande risco de não dar o real valor aos nossos erros, e mais importante, não aprendemos com eles. E não aprendemos também a fazer o que é certo. ;]
Ah, e tem outro motivo muuito legal pra gostar desse filme: as cenas da protagonista dançando Thriller e Love is a Battlefield são impagáveis! ;]


e como eu ainda estou nessa onda do filme, aqui vão alguns vídeos legais. me digam se gostaram, tá ? =)
http://br.youtube.com/watch?v=0o-BCVPrcJs
http://br.youtube.com/watch?v=XH3vvXi8k8M



aah, e lembram-se daqueela promoção que eu disse ter ganhado?
pois então, vou contar o que era. eu consegui entrar pra Galera Capricho. agora participarei da revista dando palpites, testando cosméticos, ajudando nas matérias...
sabe quando vc sente que é exatamente isso que vc quer da vida? hahah, pois é :D

então, é isso. beeijos :*
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terça-feira, 24 de junho de 2008

A evolução da espécie

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Há uns 5 anos atrás, eu odiava os cachos do meu cabelo, achava tosquíssimo apelidar o namorado de "bebê" e não via a hora de chegar no 3º ano e ir para Porto Seguro. Desconsiderando maturidade(ou falta de) e influências, realmente, hoje pode-se dizer que eu mudei. Para melhor ou pior, me diga você. Mas com certeza, para mais permissiva. Sim, porque poder mudar de opinião é uma das melhores coisas da vida.
Difícil dizer porque a gente muda. É possível que seja por causa da famosa situação limite. Afinal, quem nunca mudou por causa de alguém, quem nunca quis mostrar a alguém que merece o prestígio tão desejado, quem nunca quis quebrar tudo e reconstruir uma vida nova? Perfeitamente natural. Mas aí entra aquela outra famosa situação: mudar é favorável, desde que haja cautela. Pois mais importante é a direção da vela, e não a velocidade com que se conduz o navio dessa mudança.
É possível também que não haja a mínima lógica nesse negócio todo. Caso contrário, como explicar a roupa que até ontem era linda, e hoje é brega, a música que ontem era tudo, hoje é nada, a amizade que até agora era perfeita, daqui a um minuto desmorona... seja por fatores internos ou externos, não dá pra negar que muitas vezes essas situações novas se dão por ações involuntárias, inesperadas e incontroláveis. E aí se chega à outra famosa frase: nada é permanente. Apenas a bendita mudança!
Minha opinião(até o presente momento) é que não se deve evitar mudanças, nem morrer de medo elas. Porque qual é a graça de viver de uma forma monótona, sem arriscar nada, sem começar algo do zero, sem se permitir sair do comum, do habitual?? Erros cometidos no caminho são naturais, contanto que os prejudicados sejam indenizados(leia-se desculpas a quem sofreu antes/durante a mudança). E depois de tudo o que se passa, dá um certo orgulho de ver que você pode mais que mudar, pode evoluir. Veja o meu exemplo; hoje, eu amo os cachos do meu cabelo, adoraria ter um namorado para chamá-lo de "bebê" ,estou muito triste por já estar acabando o 3º ano e sonho em ir para Nova York. Porém, no final desse texto, uma coisa não mudou: continuo achando que poder mudar de opinião é uma das melhores coisas da vida ;]






[e lembranças àqueles que ficaram no caminho nesses 5 anos. todos tivera importância na formação da pessoa que eu sou hoje. obrigada a cada um e saibam que independente de tudo e qualquer coisa que possa ter acontecido, eu guardo todos nas minhas melhores saudades.]
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quarta-feira, 18 de junho de 2008

alegria, alegria, paz e amor

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"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. "
Acho que às vezes, o que eu desejo mesmo é ser hippie. Deixar o cabelo crescer, o amor fluir e a paz reinar. Largar tudo o que nao presta, sair pelo mundo levando apenas uma boa dose de sensibilidade e coragem. Não ligar pra coisas banais e burocráticas, e ajudar a quem realmente precisa. E se dinheiro faltar, ser feliz morando num trailer, e vendendo algodão doce na pracinha da cidade ;]


"Caminhando contra o vento,
sem lenço e sem documento,
no sol de quase dezembro
eu vou

Por entre fotos e nomes,
sem livros e sem fuzil,
sem fome, sem telefone
no coração do Brasil

O sol nas bancas de revista
me enche de alegria e preguiça
quem lê tanta notícia?
eu vou

Sem lenço, sem documento
nada no bolso ou nas mãos
eu quero seguir vivendo, amor
eu vou "


alegria, alegria - Caetano Veloso



beeijos
peace and love. always. Partilhar

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Making dreams come true

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antes de mais nada, perdãao por todos esses dias sem postar!
semana de proas e outras ocupações me deixaram doida!
mas enfim..estou de volta!

e não vim pra escrever coisas sérias, nada disso.
me encontro num estado de felicidade e euforia muuito grande (não, eu não arranjei um namorado, hahah), que qualquer dia eu falo sobre isso.
mas agora...só queria registrar um pequeno pensamento que não sai da minha cabeça.


Há um certo tempo, eu resolvi participar de uma 'promoção'. O prêmio era muito, mas muuuuito legal. Então, eu fui lá, me inscrevi, achando que ganharia. Mas, como vocês já devem prever, eu não ganhei. E fiquei mal, esse prêmio era umas das coisas que eu mais queria na vida. Porém, olhando as frases de algumas meninas que tinham ganhado, eu li uma que me chamou a atenção. Dizia assim: só não consegue quem não tenta, quem não luta. Eu pensei, poxa, mas eu já tentei taantas vezes e nada! Enfim, essa frase me tocou.
Após dias de reflexão, resolvi que não importava quantas vezes eu tinha tentado, não era hora de desistir. A vida tinha me fechado essa porta, mas eu ainda tinha as janelas, ! Então comecei a aprimorar o que eu julgava fraco em mim, para que da próxima vez, estivesse preparada. Porque não adianta ter a oportunidade nas mãos, se não há o preparo para ela, não há aproveitamento.
E esse processo de aprimorameto demorou viu! Quase um ano mudando conceitos, buscando novas fontes de aprendizagem, amadurecendo... e percebendo que essa minha disposição para conquistar esse prêmio estava afetando outros pontos da minha vida também. Eu estava me tornando uma pessoa melhor. Essa percepção já me fazia muito mais preparada para tudo, até para outro fracasso nessa promoção.
Mas, eis que, semana passada e essa, eu tenho notícias maravilhosas; tinha conseguido ganhar essa 'promoção' e teria um ano para realizar e curtir esse antigo sonho. Eu poderia acabar o texto por aqui, já que não há palavras que possam expressar a alegria disso. Mas, ainda falta dizer duas coisas básicas, que nunca devemos esquecer: se você não conseguiu, provavelmente é porque não era pra ser assim. Talvez você não estivesse preparada o suficiente, ou esse não é o seu destino. E a outra coisa, mais importante que tudo é: nunca desista dos seus sonhos. Tá, eu sei que não há nada mais clichê que isso, mas você entenderá quando realizar os seus. Corra atrás, estude, não meça esforços. A sensação de poder olhas pra trás e ver que, depois de tudo, você conseguiu é inexplicável.
Agora sim, o pensamento está concluído! Boa sorte pra você! =]




ps: a autora ainda está abobada com essa felicidade toda. não liguem para os possíveis pieguismos desse texto. ;P
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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Carta aos meninos mais perdidos do mundo

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Caros senhores de estado,
Venho por meio desta fazer algumas perguntas, levantar algumas questões, tentar elucidar algumas coisas e comunicar o que já há muito tempo é conhecido, mas aparentemente, os senhores ignoram. Peço que deixem a ilusão ou tentativa de iludir de lado e não se assustem com a retórica. É apenas a realidade. Não a do senhores, mas a do resto do mundo.
Se possível, gostaria que vossas excelências saíssem de suas casas brancas, rosadas, verdes e amarelas para poder, mais do que ver essa realidade, senti-la. Mas senti-la com vosso coração, que eu prefiro acreditar não ser de pedra. Sentir a epifania do olhar faminto de um morador de rua, do choro de uma mãe órfã pela violência, do desespero daqueles que são privados de poder exercer sua devoção, sua cultura. E, se isso surtisse algum efeito, que sentissem a ascese dentro dos senhores, quando se olhassem em seus caríssimos espelhos e deitassem suas cabecinhas em seus igualmente superfaturados travesseiros.
Desejo também, já que ,incrivelmente, vossas excelências conseguem dormir com o caos geral no mundo lá fora, que tenham sonhos bons, produtivos. Que sonhem com o fim dos conflitos no Oriente Médio, com o fim da miséria na África, com o fim da corrupção na América do Sul, com o fim do imperialismo no 1º mundo, com o fim da ira da natureza e, não menos importante, com o começo de soluções para todo o planeta.E que, por favor, tirem seus sonhos do plano onírico e os tornem reais. Sem projetos, planos e programas enroladores. Apenas com competência e boa vontade.
E se isso for muito difícil de conseguir, tenham a certeza de que os senhores não estão sozinhos. Há um mundo todo, sem exageros, querendo ajudar. Ninguém melhor que ninguém, ninguém superior ou inferior. Só o que falta é uma pequena, porém extremamente significante, reforma de ambas as partes: a reforma de valores. Mais humildade, honestidade e honra da parte de vossas excelências, mais compromisso, engajamento e solidariedade da nossa. Feito isso, estaremos finalmente prontos. Não para viver num mundo perfeito ou nos tornarmos criaturas perfeitas. Estaremos prontos para jogar preconceitos, diferenças e barreiras no lixo, abrirmos nossos braços e fazermos do lugar onde vivemos, um novo mundo.
Visão hippie ou romântica demais? Pode ser. Mas antes de tudo, humana. E, inacreditavelmente, esperançosa e confiante.



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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Arrasa, bi !

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Comigo, nem rola. Nem rola homossexualidade, nem rola curiosidade em experimentar. Também nem rola preconceito, cara feia ou homofobia com relação aos homossexuais, muito pelo contrário. Tenho amigos gays e esse texto é, mais que qualquer coisa, pra mostrar como os admiro por terem essa coragem de expressar sua condição de homossexual num país ainda tão ignorante, e por terem todo esse orgulho de serem o que são.
E não importa se o que são muitas vezes é chocante, é extravagante, é muito além do necessário e do aceitável pela sociedade. As únicas pessoas no mundo que vivem de julgar os outros são os juízes de direito. As outras, se não têm nada de bom pra falar, deveriam ficar quietas, não?! Deveriam entender que sexualidade não é opção, é uma intimidade, uma coisa natural de cada um. E mesmo que não seja a regular, a "correta", deve ser respeitada. Homossexualidade não é sinônimo de imoralidade, promiscuidade, anormalidade. É só um pequeno detalhe, capaz de mudar todos os conceitos com relação a quem a assume.
Porém, muitas vezes se esquece de que quem a assume é, antes de ser homem ou mulher, um ser humano. Com qualidades, defeitos, direitos e deveres, como qualquer outro. E nos dias contemporâneos, quando se vê um dia do orgulho gay como esse último domingo, uma parada bonita, animada, com gente querendo ser feliz antes de mais nada, é difícil pensar que ainda há quem se prenda em tradicionalismos estúpidos e preconceitos piores ainda e use de descriminação e humilhação para com os gays. É difícil acreditar que os praticantes dessa descriminação sejam seres humanos também, tanto quanto os gays.
Bom, eu não ganho nada por defender essa causa, nem a acho mais especial que as outras minorias que lutam por seus direitos e contra preconceitos. A não ser por um motivo: a diferença não faz mal a ninguém, não deve ser escondida, muito menos ridicularizada. E a classe GLBT é uma das poucas que realmente tem orgulho de ser diferente e em vez de adotar a postura de fraca e oprimida, ela faz festa para comemorar essa diferença. Nada mais louvável. E outra, num mundo tão deteriorado, tão poluído, tão preto e branco como o que vivemos, não cai nada mal uma bandeira com as cores do arco-íris enfeitando as cidades de vez em quando né ? ;]
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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Há certas coisas que o dinheiro não compra. Nem o cartão de crédito, nem o cheque...

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Engraçada essa nossa capacidade de se encantar pelas coisas ? Falo mais por nós, garotas, que nos encantamos tanto pelo sorriso daquele menino especial quanto por aquela liinda blusa daquela cobiçada vitrine. Na verdade, os dois encantamentos podem ser bem parecidos, até análogos. Você pode se apaixonar pelo garoto sem nunca ter chegado perto dele. Isso eu chamo de "platonismo amoroso"(ou simplesmente amor platônico. eu quis ser chique, hahah). E você pode se apaixonar pela blusa por estilo ou pela etiqueta, pela adequação à sociedade. Isso eu chamo de consumismo, um dos grandes males da nossa geração.
Porém, quem é totalmente imune a essa praga, que atire a primeira pedra. Chegar no shopping (o maior exemplo de capitalismo do mundo) e não ter vontade de comprar nadiinha é praticamente impossível ! Nenhum pecado admitir isso, já que o shopping é um lugar feito especificamente para comprar (dãa). O pecado está na compra inconsciente, inconsequente e inútil. Naquele sapato que todo mundo quer ter só pra não destoar do grupo, naquela bolsa que custou o olho da cara, mas que parece horrenda pra dona, naquelas 25 camisas que estavam em liquidação, mas que no guarda-roupa não fazem o menor sentido.
Tá, é difícil resistir às opções lindas das lojas, é muito prazeroso sair cheia de sacolas, é gostoso andar na moda. Tudo isso é verdade. Mas há de se pensar: o prazer vem da roupa, da auto- estima alta que ela gera em você, ou do barulhinho da máquina registradora da loja, do status que o dinheiro e consumo representam pra você? Na 1ª opção, ter a consciência que a roupa, ou qualquer outro valor externo não te fazem melhor por dentro, e o interior que, apesar do clichê, é o que realmente importa, já é o bastante. Na 2ª opção, penso que alguma coisa está errada e deve mudar. Dinheiro é algo necessário para viver. Mas não é sinônimo de felicidade. Não sou hipócrita ao ponto de dizer que dinheiro não é bom; claro que é. Mas se o prazer da vida da pessoa está sempre em torno dele, significa que há uma cabecinha muito pequenina aí.
Primeiro porque com dinheiro pode se fazer bem a tanta gente! O mesmo dinheiro torrado em banalidades totalmente superficiais pode ajudar quem não tem essa quantia nem em sonhos, e pode ser tão bom pra alma quanto. E outra, a felicidade mais pura e gostosa se encontra nas coisas simples. Coisas que dinheiro nunca poderá comprar.
Então, da próxima vez que sentir sua cabeça pirando por algum bem material, tire seus pensamentos consumistas da carteira e jogue-os no mundo. Você verá que nada vale mais que sentimentos bons, energias positivas, realizações de sonhos. Vai comparar esses valores com o preço do que você queria, e verá que na verdade, não vale muita coisa. E vai se sentir mais feliz, só por possuir os bens mais preciosos que existem no mundo: o amor, a alegria, a vida. ;]



ah, quase esqueci! há um clipe que eu gosto muito, e que me deu vontade de pôr aqui:
depois vocês me contam, se não é realmente encantador !


beeijos
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sábado, 17 de maio de 2008

All we need is love !

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"Parecia simplesmente que a tristeza tinha se extinguido desse planeta. E esse, parava, girava, ou saia fora de órbita com cada mínima demonstração de afeto. Os efeitos físicos também não eram nada mal; o coração, era como se estivesse deitado no colchão mais aconchegante do mundo, as curvas do corpo se encaixavam perfeitamente e o cérebro funcionava muito melhor a base de pensamentos açucarados. De mãos dadas e caminhos entrelaçados, não havia mais um casal, havia uma pessoa só, exalando amor por todos os lados e capaz de disseminar a felicidade por todo o universo. "
Isso é pedir muito? Mais que o infinito? É, pode ser. Mas só por uma única razão: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Porque não basta amar, é necessário ser um bom amante. E já pensou se existisse um manual disso?! Talvez o mundo em que vivemos seria outro, completamente diferente.
O manual do bom-amante ensinaria coisinhas básicas, como o melhor cafuné, o mais fofo jeito de preparar o café-na-cama pro ser amado, o significado de cada flor e de cada brilho nos olhos; passaria por lições médias, tipo como cuidar do tchutchuco(a) quando ele(a) fica doentinho(a), brincadeiras como descobrir desenho em nuvens e/ou o sabor de sorvete preferido, dicas divertidas para lidar com as manias e chiliques; e, finalmente, no nível avançado, a matemática do amor: somar, dividir, multiplicar, elevar ao quadrado, ou como terminar aquele quebra-pau com pipoca e guaraná; e o epílogo seria baseado em conceitos e prática de paciência, companheirismo, amizade, desejo, fidelidade e lealdade.
Entretanto, o amor se vive de impulso, não há uma escola que o distribue em ensino fundamental, médio e superior. Sendo assim, as experiências que adquirimos são todas frutos de repetências nessa matéria. E é dessa forma que aprendemos onde estão os acertos, os erros, gradativamente, conforme o tempo passa. Um jeito meio chato de se aprender, mas quem disse que alguma coisa no campus amoroso é fácil?
Essa é a grande responsabilidade do amor. Reconhecer a pessoa amada como seu igual acima de tudo, respeitá-la, compreendê-la e fazê-la feliz são parte das leis essenciais da constituição dos amantes. Não tenha medo de mostrar ao seu xuxuzinho o que você sente por ele(a), o quanto ele(a) é importante pra você. Cuide bem do seu amor, se arraste junto com ele pela vida! Que ama tem o poder de mudar o mundo, de várias maneiras. Entre outras, sabe qual é a melhor delas? Fazer com que a tristeza pareça coisa de outra galáxia. Fazer com que, quando estejam juntos, só haja espaço para a felicidade.


ps:tudo nesse post é de autoria minha, até a foto ;]
e evite assistir ao lindo filme "O melhor amigo da noiva" se não quiser se tornar uma abobada do amor, como eu.
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