quarta-feira, 28 de maio de 2008

Arrasa, bi !

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Comigo, nem rola. Nem rola homossexualidade, nem rola curiosidade em experimentar. Também nem rola preconceito, cara feia ou homofobia com relação aos homossexuais, muito pelo contrário. Tenho amigos gays e esse texto é, mais que qualquer coisa, pra mostrar como os admiro por terem essa coragem de expressar sua condição de homossexual num país ainda tão ignorante, e por terem todo esse orgulho de serem o que são.
E não importa se o que são muitas vezes é chocante, é extravagante, é muito além do necessário e do aceitável pela sociedade. As únicas pessoas no mundo que vivem de julgar os outros são os juízes de direito. As outras, se não têm nada de bom pra falar, deveriam ficar quietas, não?! Deveriam entender que sexualidade não é opção, é uma intimidade, uma coisa natural de cada um. E mesmo que não seja a regular, a "correta", deve ser respeitada. Homossexualidade não é sinônimo de imoralidade, promiscuidade, anormalidade. É só um pequeno detalhe, capaz de mudar todos os conceitos com relação a quem a assume.
Porém, muitas vezes se esquece de que quem a assume é, antes de ser homem ou mulher, um ser humano. Com qualidades, defeitos, direitos e deveres, como qualquer outro. E nos dias contemporâneos, quando se vê um dia do orgulho gay como esse último domingo, uma parada bonita, animada, com gente querendo ser feliz antes de mais nada, é difícil pensar que ainda há quem se prenda em tradicionalismos estúpidos e preconceitos piores ainda e use de descriminação e humilhação para com os gays. É difícil acreditar que os praticantes dessa descriminação sejam seres humanos também, tanto quanto os gays.
Bom, eu não ganho nada por defender essa causa, nem a acho mais especial que as outras minorias que lutam por seus direitos e contra preconceitos. A não ser por um motivo: a diferença não faz mal a ninguém, não deve ser escondida, muito menos ridicularizada. E a classe GLBT é uma das poucas que realmente tem orgulho de ser diferente e em vez de adotar a postura de fraca e oprimida, ela faz festa para comemorar essa diferença. Nada mais louvável. E outra, num mundo tão deteriorado, tão poluído, tão preto e branco como o que vivemos, não cai nada mal uma bandeira com as cores do arco-íris enfeitando as cidades de vez em quando né ? ;]
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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Há certas coisas que o dinheiro não compra. Nem o cartão de crédito, nem o cheque...

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Engraçada essa nossa capacidade de se encantar pelas coisas ? Falo mais por nós, garotas, que nos encantamos tanto pelo sorriso daquele menino especial quanto por aquela liinda blusa daquela cobiçada vitrine. Na verdade, os dois encantamentos podem ser bem parecidos, até análogos. Você pode se apaixonar pelo garoto sem nunca ter chegado perto dele. Isso eu chamo de "platonismo amoroso"(ou simplesmente amor platônico. eu quis ser chique, hahah). E você pode se apaixonar pela blusa por estilo ou pela etiqueta, pela adequação à sociedade. Isso eu chamo de consumismo, um dos grandes males da nossa geração.
Porém, quem é totalmente imune a essa praga, que atire a primeira pedra. Chegar no shopping (o maior exemplo de capitalismo do mundo) e não ter vontade de comprar nadiinha é praticamente impossível ! Nenhum pecado admitir isso, já que o shopping é um lugar feito especificamente para comprar (dãa). O pecado está na compra inconsciente, inconsequente e inútil. Naquele sapato que todo mundo quer ter só pra não destoar do grupo, naquela bolsa que custou o olho da cara, mas que parece horrenda pra dona, naquelas 25 camisas que estavam em liquidação, mas que no guarda-roupa não fazem o menor sentido.
Tá, é difícil resistir às opções lindas das lojas, é muito prazeroso sair cheia de sacolas, é gostoso andar na moda. Tudo isso é verdade. Mas há de se pensar: o prazer vem da roupa, da auto- estima alta que ela gera em você, ou do barulhinho da máquina registradora da loja, do status que o dinheiro e consumo representam pra você? Na 1ª opção, ter a consciência que a roupa, ou qualquer outro valor externo não te fazem melhor por dentro, e o interior que, apesar do clichê, é o que realmente importa, já é o bastante. Na 2ª opção, penso que alguma coisa está errada e deve mudar. Dinheiro é algo necessário para viver. Mas não é sinônimo de felicidade. Não sou hipócrita ao ponto de dizer que dinheiro não é bom; claro que é. Mas se o prazer da vida da pessoa está sempre em torno dele, significa que há uma cabecinha muito pequenina aí.
Primeiro porque com dinheiro pode se fazer bem a tanta gente! O mesmo dinheiro torrado em banalidades totalmente superficiais pode ajudar quem não tem essa quantia nem em sonhos, e pode ser tão bom pra alma quanto. E outra, a felicidade mais pura e gostosa se encontra nas coisas simples. Coisas que dinheiro nunca poderá comprar.
Então, da próxima vez que sentir sua cabeça pirando por algum bem material, tire seus pensamentos consumistas da carteira e jogue-os no mundo. Você verá que nada vale mais que sentimentos bons, energias positivas, realizações de sonhos. Vai comparar esses valores com o preço do que você queria, e verá que na verdade, não vale muita coisa. E vai se sentir mais feliz, só por possuir os bens mais preciosos que existem no mundo: o amor, a alegria, a vida. ;]



ah, quase esqueci! há um clipe que eu gosto muito, e que me deu vontade de pôr aqui:
depois vocês me contam, se não é realmente encantador !


beeijos
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sábado, 17 de maio de 2008

All we need is love !

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"Parecia simplesmente que a tristeza tinha se extinguido desse planeta. E esse, parava, girava, ou saia fora de órbita com cada mínima demonstração de afeto. Os efeitos físicos também não eram nada mal; o coração, era como se estivesse deitado no colchão mais aconchegante do mundo, as curvas do corpo se encaixavam perfeitamente e o cérebro funcionava muito melhor a base de pensamentos açucarados. De mãos dadas e caminhos entrelaçados, não havia mais um casal, havia uma pessoa só, exalando amor por todos os lados e capaz de disseminar a felicidade por todo o universo. "
Isso é pedir muito? Mais que o infinito? É, pode ser. Mas só por uma única razão: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Porque não basta amar, é necessário ser um bom amante. E já pensou se existisse um manual disso?! Talvez o mundo em que vivemos seria outro, completamente diferente.
O manual do bom-amante ensinaria coisinhas básicas, como o melhor cafuné, o mais fofo jeito de preparar o café-na-cama pro ser amado, o significado de cada flor e de cada brilho nos olhos; passaria por lições médias, tipo como cuidar do tchutchuco(a) quando ele(a) fica doentinho(a), brincadeiras como descobrir desenho em nuvens e/ou o sabor de sorvete preferido, dicas divertidas para lidar com as manias e chiliques; e, finalmente, no nível avançado, a matemática do amor: somar, dividir, multiplicar, elevar ao quadrado, ou como terminar aquele quebra-pau com pipoca e guaraná; e o epílogo seria baseado em conceitos e prática de paciência, companheirismo, amizade, desejo, fidelidade e lealdade.
Entretanto, o amor se vive de impulso, não há uma escola que o distribue em ensino fundamental, médio e superior. Sendo assim, as experiências que adquirimos são todas frutos de repetências nessa matéria. E é dessa forma que aprendemos onde estão os acertos, os erros, gradativamente, conforme o tempo passa. Um jeito meio chato de se aprender, mas quem disse que alguma coisa no campus amoroso é fácil?
Essa é a grande responsabilidade do amor. Reconhecer a pessoa amada como seu igual acima de tudo, respeitá-la, compreendê-la e fazê-la feliz são parte das leis essenciais da constituição dos amantes. Não tenha medo de mostrar ao seu xuxuzinho o que você sente por ele(a), o quanto ele(a) é importante pra você. Cuide bem do seu amor, se arraste junto com ele pela vida! Que ama tem o poder de mudar o mundo, de várias maneiras. Entre outras, sabe qual é a melhor delas? Fazer com que a tristeza pareça coisa de outra galáxia. Fazer com que, quando estejam juntos, só haja espaço para a felicidade.


ps:tudo nesse post é de autoria minha, até a foto ;]
e evite assistir ao lindo filme "O melhor amigo da noiva" se não quiser se tornar uma abobada do amor, como eu.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Sobre mentiras, verdades e ser você mesmo. =)

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O que você poderia falar que surpreenderia todos à sua volta? Um gosto diferente, algo podre que você esconde, ou algo simplesmente fantástico, mas que causaria um espanto enorme? É, bem vindo ao clube. Mas nunca se esqueça: você pode fugir das pessoas, pode fugir da realidade, pode fugir do mundo. Só não pode fugir de você, da sua consciência.
Antes de tudo, é necessário dizer que omitir não é o mesmo que mentir. Você pode optar pelo não compartilhamento de um fato da sua vida, e nem por isso deixar de ser transparente. A nossa essência está nas nossas atitudes, nos nossos pensamentos, e não nas voltas que nossas vidas dão.
Mas essa não é a questão. O que está em jogo é esse jogo de verdades e mentiras. Falar a verdade muitas vezes não é nada fácil. Pode acarretar desprezo, preconceito, humilhação... em contra-partida, falar a mentira pode ser muito mais conveniente, é um jeito um tanto mais prático de ganhar a vida. Mas qual é o prêmio? Desculpem os mentirosos, mas o gostinho de ter mantido a honestidade, mesmo sem nenhuma recompensa concreta, é mil vezes melhor do que a suja recompensa da mentira. Sem contar que o feedback dela acaba quase sempre sendo desastroso.
Agora, sobre ser você mesmo...é senso comum que deve se amar do jeito que se é, que a auto-estima deve estar sempre alta...mas como pode ser difícil se aceitar ! A grama do vizinho sempre é mais verde . Nesse caso, não só a grama, mas também o cabelo, a pele, o carro, a inteligência, etc. Mas o que se deve ter sempre em mente é que esses bens não são seus, são de outra pessoa. E você nunca se encontrará dentro de algo que não reflete sua personalidade. Seria até fácil conseguir tudo o que o outro tem. Mas assim, você não teria identidade. Não seria nem você mesmo, nem o outro. Seria apenas um vazio...
Esse jogo de verdades e mentiras no final, se torna um jogo de fácil e difícil, que também entra numa questão de certo e errado, que leva a um ciclo sem fim. Mas o maior trunfo que se pode tirar disso tudo é seguir seu coração. Mentir em certas horas não é errado, se inspirar no seu amigo não significa falta de personalidade, ter um segredo totalmente secreto não quer dizer que você nega a sua verdade para o mundo. Se o seu coração te diz que isso é o melhor que você pode fazer, então isso tem uma lógica e é verdadeiro pra você. Nada brilha mais que a vibe da tua alma...alma essa, constituída de verdades, incertezas, erros, acertos, valores. E acreditar nela é o que te torna uma pessoa única, sem imitações ou medos de não agradar. Isso sim é ser você mesmo.



ps: esse post foi meio inspirado num filme ma-ra-vi-lho-so,
chamado Penelope.






e eu queria agradecer a Rafaellynha, do http://rafaellynhaa.blogspot.com/ por este selo



;]


beeijos
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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Atrás das grades da brutalidade

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Eu não sou a mãe da Isabella Nardoni. Não conheço a família do Ives Otta, tampouco sou íntima do pai da Liana Friedenbach. Não faço idéia da dor que essas pessoas sentem. Mas a violência, em menor ou maior intensidade, é algo que afeta a todos nós, sem muitas exceções.
Diariamente, boa parte da população da cidade de São Paulo, segue uma rotina. E eu não estou falando de pegar o carro, ir trabalhar, etc. Eu falo de: antes de sair de casa, rezar ou pelo menos fazer uma fézinha para que tudo corra bem no seu dia. Hora de ir, e sem saber se voltará. Nunca esquecer de trancar bem os enormes portões, a cadeados. Se vai sair de carro, janelas sempre fechadas e com vidros mais escuros possíveis. E, de preferência, guiando o carro com muito policiamento; a violência no trânsito também é muito³ assustadora. Se vai de ônibus, é segurar bem a bolsa junto ao corpo, e encarar o vuco-vuco. Na volta, mesma situação, um pouco piorada se já é noite. Olhar para todos os lados, desconfiar de tudo e até gastar um pouquinho mais com transporte, só para não correr tanto risco é mais do que comum, é essencial. Paranóia? Talvez. Somos todos reféns do medo, estamos aprisionados de qualquer jeito.
Não é realmente uma maneira muito saudável de se viver, pois se perde muito quando se deixa o medo se sobrepor às suas vontades e à coisas que trazem felicidade. Eu quero poder andar na rua a noite sem me preocupar, quero andar pelo meu bairro com a minha melhor roupa, sem ter que esconder meu celular, quero poder dizer que, onde eu moro, todo mundo se respeita; eu também quero ser livre. Mas não dá pra arriscar perder a vida, ou a de seus entes queridos também, só por um desejo mimado. Aqui, a gente chama isso de irresponsabilidade.
E os menos irresponsáveis já começaram a perceber que a violência é contagiosa. Não adianta uma vírgula só ficar em casa, sentado no sofá, olhando a vida pela sua janela de redinha, reclamando da brutalidade e agressividade características das pessoas. É preciso fazer algo mais concreto, e com isso, eu nem digo fazer passeatas e abaixo-assinados. Eu digo sim, que a paz parte de dentro de cada um de nós. Uma gentileza aqui, outra ali, faz muito bem e também contagia. Pra que ficar chorando a morte de crianças na tv, se você grita com seus amigos, com seus empregados, consome uma droga ou outra, bebe demais, ou simplesmente, não ajuda o próximo?
A revolução deve começar dentro de nós mesmos, para que a violência deixe de ser uma constante nas nossas mentes e nossas vidas, passe a figurar apenas em nossas distantes lembranças. Eu não acredito em mundo perfeito, mas um mundo melhor que este, já seria muito. E isso, desculpem o clichê, depende de nós. Porque, antes de lutar, eu não vou desistir de um dia poder andar livre e sem medo por aí e de poder dizer que aqui, todo mundo se respeita.
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quinta-feira, 1 de maio de 2008

Alguma coisa acontece no meu coração...

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Feriado, tempo nublado, e onde eu me encontro? Sim, na minha casinha, na minha cidadezinha querida. Mas não pense que eu acho isso ruim.
A maioria das pessoas diria que um feriadão assim é perfeito pra ficar em casa, debaixo dos cobertores, ou então fugir pra praia, onde tem aquele solzinho de fritar mamona. E é bem possível que eu me inclua nessa maioria, mas nada nem niguém tira da minha cabeça que a minha cidade é o melhor lugar do mundo.
Tá, essa pode ser uma idéia meio utópica da minha cabeça, porém esse texto não é pra questionar os prós e contras de uma cidade grande, mas sim pra mostrar que sensibilidade é tudo. É uma delícia viajar, conhecer paisagens novas e tal..mas você já pensou em conhecer melhor o lugar em que você vive? Descobrir sons, cheiros, visões de coisas que você nunca teve como reparar? Ver como é bonito o pôr-do-sol de um ângulo diferente? Abrir a janela do carro e sentir aquele vento no seu rosto? Dissipar as coisas não tão agradáveis ao seu redor, e focar somente naquelas que te chamam a atenção por serem únicas em sua beleza?
Por isso é fudamental ter um sentimentalismo escondidinho no coração. Porque passar pela vida entendendo os lugares e paisagens apenas como plano de fundo é muito pouco. Na minha concepção, o lugar em que nos encontramos tem o Oscar perpétuo de melhor ator coadjuvante, uma vez que as melhores coisas da vida não acontecem no vácuo né? ;]
E se você ainda acha que eu sou louca, por não ter muita vontade de estar debaixo dos cobertores num feriado frio e nublado como esse, eu te falo sobre a minha codição de urbanauta, aquela que viaja na cidade, e tem paixão por isso.Flanar nas ruas, seja no centro, no parque ou em qualquer lugar que você goste, é muito bom. E ser uma garota da cidade grande é mais do que uma informação da sua identidade.É um estilo de vida, uma personalidade. :)
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