terça-feira, 24 de junho de 2008

A evolução da espécie

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Há uns 5 anos atrás, eu odiava os cachos do meu cabelo, achava tosquíssimo apelidar o namorado de "bebê" e não via a hora de chegar no 3º ano e ir para Porto Seguro. Desconsiderando maturidade(ou falta de) e influências, realmente, hoje pode-se dizer que eu mudei. Para melhor ou pior, me diga você. Mas com certeza, para mais permissiva. Sim, porque poder mudar de opinião é uma das melhores coisas da vida.
Difícil dizer porque a gente muda. É possível que seja por causa da famosa situação limite. Afinal, quem nunca mudou por causa de alguém, quem nunca quis mostrar a alguém que merece o prestígio tão desejado, quem nunca quis quebrar tudo e reconstruir uma vida nova? Perfeitamente natural. Mas aí entra aquela outra famosa situação: mudar é favorável, desde que haja cautela. Pois mais importante é a direção da vela, e não a velocidade com que se conduz o navio dessa mudança.
É possível também que não haja a mínima lógica nesse negócio todo. Caso contrário, como explicar a roupa que até ontem era linda, e hoje é brega, a música que ontem era tudo, hoje é nada, a amizade que até agora era perfeita, daqui a um minuto desmorona... seja por fatores internos ou externos, não dá pra negar que muitas vezes essas situações novas se dão por ações involuntárias, inesperadas e incontroláveis. E aí se chega à outra famosa frase: nada é permanente. Apenas a bendita mudança!
Minha opinião(até o presente momento) é que não se deve evitar mudanças, nem morrer de medo elas. Porque qual é a graça de viver de uma forma monótona, sem arriscar nada, sem começar algo do zero, sem se permitir sair do comum, do habitual?? Erros cometidos no caminho são naturais, contanto que os prejudicados sejam indenizados(leia-se desculpas a quem sofreu antes/durante a mudança). E depois de tudo o que se passa, dá um certo orgulho de ver que você pode mais que mudar, pode evoluir. Veja o meu exemplo; hoje, eu amo os cachos do meu cabelo, adoraria ter um namorado para chamá-lo de "bebê" ,estou muito triste por já estar acabando o 3º ano e sonho em ir para Nova York. Porém, no final desse texto, uma coisa não mudou: continuo achando que poder mudar de opinião é uma das melhores coisas da vida ;]






[e lembranças àqueles que ficaram no caminho nesses 5 anos. todos tivera importância na formação da pessoa que eu sou hoje. obrigada a cada um e saibam que independente de tudo e qualquer coisa que possa ter acontecido, eu guardo todos nas minhas melhores saudades.]
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quarta-feira, 18 de junho de 2008

alegria, alegria, paz e amor

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"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. "
Acho que às vezes, o que eu desejo mesmo é ser hippie. Deixar o cabelo crescer, o amor fluir e a paz reinar. Largar tudo o que nao presta, sair pelo mundo levando apenas uma boa dose de sensibilidade e coragem. Não ligar pra coisas banais e burocráticas, e ajudar a quem realmente precisa. E se dinheiro faltar, ser feliz morando num trailer, e vendendo algodão doce na pracinha da cidade ;]


"Caminhando contra o vento,
sem lenço e sem documento,
no sol de quase dezembro
eu vou

Por entre fotos e nomes,
sem livros e sem fuzil,
sem fome, sem telefone
no coração do Brasil

O sol nas bancas de revista
me enche de alegria e preguiça
quem lê tanta notícia?
eu vou

Sem lenço, sem documento
nada no bolso ou nas mãos
eu quero seguir vivendo, amor
eu vou "


alegria, alegria - Caetano Veloso



beeijos
peace and love. always. Partilhar

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Making dreams come true

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antes de mais nada, perdãao por todos esses dias sem postar!
semana de proas e outras ocupações me deixaram doida!
mas enfim..estou de volta!

e não vim pra escrever coisas sérias, nada disso.
me encontro num estado de felicidade e euforia muuito grande (não, eu não arranjei um namorado, hahah), que qualquer dia eu falo sobre isso.
mas agora...só queria registrar um pequeno pensamento que não sai da minha cabeça.


Há um certo tempo, eu resolvi participar de uma 'promoção'. O prêmio era muito, mas muuuuito legal. Então, eu fui lá, me inscrevi, achando que ganharia. Mas, como vocês já devem prever, eu não ganhei. E fiquei mal, esse prêmio era umas das coisas que eu mais queria na vida. Porém, olhando as frases de algumas meninas que tinham ganhado, eu li uma que me chamou a atenção. Dizia assim: só não consegue quem não tenta, quem não luta. Eu pensei, poxa, mas eu já tentei taantas vezes e nada! Enfim, essa frase me tocou.
Após dias de reflexão, resolvi que não importava quantas vezes eu tinha tentado, não era hora de desistir. A vida tinha me fechado essa porta, mas eu ainda tinha as janelas, ! Então comecei a aprimorar o que eu julgava fraco em mim, para que da próxima vez, estivesse preparada. Porque não adianta ter a oportunidade nas mãos, se não há o preparo para ela, não há aproveitamento.
E esse processo de aprimorameto demorou viu! Quase um ano mudando conceitos, buscando novas fontes de aprendizagem, amadurecendo... e percebendo que essa minha disposição para conquistar esse prêmio estava afetando outros pontos da minha vida também. Eu estava me tornando uma pessoa melhor. Essa percepção já me fazia muito mais preparada para tudo, até para outro fracasso nessa promoção.
Mas, eis que, semana passada e essa, eu tenho notícias maravilhosas; tinha conseguido ganhar essa 'promoção' e teria um ano para realizar e curtir esse antigo sonho. Eu poderia acabar o texto por aqui, já que não há palavras que possam expressar a alegria disso. Mas, ainda falta dizer duas coisas básicas, que nunca devemos esquecer: se você não conseguiu, provavelmente é porque não era pra ser assim. Talvez você não estivesse preparada o suficiente, ou esse não é o seu destino. E a outra coisa, mais importante que tudo é: nunca desista dos seus sonhos. Tá, eu sei que não há nada mais clichê que isso, mas você entenderá quando realizar os seus. Corra atrás, estude, não meça esforços. A sensação de poder olhas pra trás e ver que, depois de tudo, você conseguiu é inexplicável.
Agora sim, o pensamento está concluído! Boa sorte pra você! =]




ps: a autora ainda está abobada com essa felicidade toda. não liguem para os possíveis pieguismos desse texto. ;P
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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Carta aos meninos mais perdidos do mundo

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Caros senhores de estado,
Venho por meio desta fazer algumas perguntas, levantar algumas questões, tentar elucidar algumas coisas e comunicar o que já há muito tempo é conhecido, mas aparentemente, os senhores ignoram. Peço que deixem a ilusão ou tentativa de iludir de lado e não se assustem com a retórica. É apenas a realidade. Não a do senhores, mas a do resto do mundo.
Se possível, gostaria que vossas excelências saíssem de suas casas brancas, rosadas, verdes e amarelas para poder, mais do que ver essa realidade, senti-la. Mas senti-la com vosso coração, que eu prefiro acreditar não ser de pedra. Sentir a epifania do olhar faminto de um morador de rua, do choro de uma mãe órfã pela violência, do desespero daqueles que são privados de poder exercer sua devoção, sua cultura. E, se isso surtisse algum efeito, que sentissem a ascese dentro dos senhores, quando se olhassem em seus caríssimos espelhos e deitassem suas cabecinhas em seus igualmente superfaturados travesseiros.
Desejo também, já que ,incrivelmente, vossas excelências conseguem dormir com o caos geral no mundo lá fora, que tenham sonhos bons, produtivos. Que sonhem com o fim dos conflitos no Oriente Médio, com o fim da miséria na África, com o fim da corrupção na América do Sul, com o fim do imperialismo no 1º mundo, com o fim da ira da natureza e, não menos importante, com o começo de soluções para todo o planeta.E que, por favor, tirem seus sonhos do plano onírico e os tornem reais. Sem projetos, planos e programas enroladores. Apenas com competência e boa vontade.
E se isso for muito difícil de conseguir, tenham a certeza de que os senhores não estão sozinhos. Há um mundo todo, sem exageros, querendo ajudar. Ninguém melhor que ninguém, ninguém superior ou inferior. Só o que falta é uma pequena, porém extremamente significante, reforma de ambas as partes: a reforma de valores. Mais humildade, honestidade e honra da parte de vossas excelências, mais compromisso, engajamento e solidariedade da nossa. Feito isso, estaremos finalmente prontos. Não para viver num mundo perfeito ou nos tornarmos criaturas perfeitas. Estaremos prontos para jogar preconceitos, diferenças e barreiras no lixo, abrirmos nossos braços e fazermos do lugar onde vivemos, um novo mundo.
Visão hippie ou romântica demais? Pode ser. Mas antes de tudo, humana. E, inacreditavelmente, esperançosa e confiante.



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